Data: 25/11/2020 13:21 - Alterado em: 25/11/2020 14:53 / Autor: / Fonte: Clarin

Clarin informa morte de Maradona após mal súbito

De acordo com informações do Jornal Argentino Clarín, o astro da seleção argentina e do Boca Juniors não resistiu a parada cardiorrespiratória e morreu aos 60 anos


O gol mais espetacular de todas as copas

Crédito: Reprodução

A manchete do jornal argentino Clarin é marcante. No primeiro parágrafo o jornal começa a matéria com um grito de dor.

E um dia aconteceu. Um dia o inevitável aconteceu. É um tapa emocional e nacional. Um golpe que reverbera em todas as latitudes. Um impacto mundial. Uma notícia que marca uma dobradiça na história. A frase que foi escrita várias vezes, mas que foi driblada pelo destino, agora faz parte da triste realidade: Diego Armando Maradona morreu.

Lenda do futebol argentino e vencedor da Copa do Mundo de 1986, Diego Armando Maradona, aos 60 anos, faleceu em casa, no Tigre, após sofrer um ataque cardíaco. Maradona, que tem lutado com problemas de saúde nos últimos anos, passou por uma cirurgia no cérebro no mês passado. A ex-estrela do Barcelona foi fotografada nas últimas semanas após a cirurgia, supostamente em recuperação.

Em 2005, em uma reportagem no programa “La noche del Diez”, ele foi questionado sobre o que gostaria de falar quando chegasse o dia de sua morte, o que Maradona prontamente respondeu:

“Obrigado por ter jogado futebol, obrigado por ter jogado futebol, porque é o esporte que mais me deu alegria, mais liberdade, é como tocar o céu com as mãos. Graças à bola. Sim, colocaria uma lápide que dizia: graças à bola”.

Muitas vezes é difícil escrever uma matéria sem se emocionar. Maradona, viva a bola

FINAL DE CARREIRA

O último ato de Maradona no futebol foi como técnico do Gimnasia y Esgrima La Plata. Depois de 24 anos, ele voltou a trabalhar em um clube argentino em 2019 e foi uma atração à parte no campeonato nacional. Todos os adversários demonstravam respeito quando iam enfrentá-lo e, por onde o Gimnasia jogava, ele era homenageado, independentemente do placar da partida.

Era comum Maradona receber camisas com seu nome estampado nas costas ou placas de felicitações pelos serviços prestados ao futebol do país. Outra reverência era os torcedores confeccionarem grandes bandeiras com o seu rosto.

O anúncio da chegada de Maradona ao Gimnasia mexeu com as estruturas do futebol argentino. No dia 8 de setembro de 2019, cerca de 30 mil torcedores lotaram o estádio em La Plata para dar as boas-vindas a Maradona. Seu último trabalho em um clube do país havia sido em 1995, após passagens por Deportivo Mandiyú, em 1994, e Racing. Anos depois, de 2008 a 2010, ele dirigiu a seleção argentina. No exterior, ele trabalhou no Al Wasl e no Al Fujairah, dos Emirados Árabes, e no Dourados de Sinaloa, da Segunda Divisão do México. 

Apesar de toda a idolatria, os resultados de Maradona como treinador não foram bons. Tanto é que ele mesmo afirmou que a decisão da Associação de Futebol Argentino (AFA) de encerrar a temporada passada por causa da pandemia do novo coronavírus e cancelar o rebaixamento foi como "nova mão de Deus", pois a sua equipe iria cair de divisão. Vale lembrar que na Copa do Mundo de 1986, Maradona fez um dos gols na vitória da Argentina sobre a Inglaterra (2 a 1), nas quartas de final, com a mão e brincou após o jogo dizendo que havia sido "La mano de Diós".

Polêmicas

Como de costume, Maradona acumulou polêmicas no Gimnasia. Pouco tempo depois de assumir o time, chegou a ser anunciada a sua saída por causa de problemas políticos dentro do clube. Mas esse cenário não se confirmou.

Em junho deste ano, apenas um dia depois de ser revelado por seu empresário Matias Morla um impasse para a renovação de seu contrato, Maradona acertou a sua permanência como técnico do Gimnasia La Plata. O novo vínculo do ex-jogador iria até o final de 2021.

Comente aqui