Data: 23/09/2021 12:31 / Autor: Redação / Fonte: ACSP

CMEC da ACSP vai divulgar campanha de combate à violência a mulheres para comerciantes

Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura apoia iniciativa que estimula denúncias a maus tratos domésticos


 violência contra a mulher
violência contra a mulher

Crédito: Marcos Santos/USP

A presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Ana Claudia Badra Cotait, participou nesta terça-feira (dia 21), de evento com deputados estaduais para assinatura do termo de adesão das entidades à Campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica .

O evento foi realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e teve o objetivo de oficializar a união entre o poder público e a sociedade civil organizada em prol da defesa da mulher

A ideia da campanha é que as vítimas de agressões consigam pedir ajuda de forma silenciosa, por meio de um "X" vermelho marcado na palma da mão. Dessa forma, funcionários dos estabelecimentos parceiros ou qualquer pessoa que vê a mensagem possa agir acionando a Polícia Militar, por meio do telefone 190. A iniciativa prevê que a pessoa não precise se identificar nem acompanhar a polícia e nem ser testemunha do ocorrido.

Essa iniciativa foi lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para criar e fortalecer uma rede de denúncias contra a violência doméstica durante a pandemia da Covid-19. A ACSP e a Facesp vão divulgar juntas essa campanha para milhares de varejistas da capital e de cidades paulistas.

O termo foi assinado pela presidente do CMEC durante sessão solene realizada no Plenário Juscelino Kubitschek e pelos presidentes da Alesp, Carlão Pignatari, e da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), Vanessa Mateus.

"É um prazer enorme estar fazendo parte dessa parceria", disse Ana Claudia Cotait.

A motivação para propor essa estratégia para fiscalizar a violência contra a mulher partiu de um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que, entre os meses de março e abril de 2019 (início da pandemia), constatou que houve um aumento de 22% nos índices de feminicídio no País.

De acordo com as instituições jurídicas responsáveis, a campanha Sinal Vermelho já conta com o apoio de mais de dez mil farmácias, drogarias, bancos, shoppings e outros estabelecimentos.


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