Data: 26/10/2021 11:53 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

Renan diz que vai incluir governador do Amazonas na lista de indiciados da CPI

Relator já havia solicitado a investigação de Lima, mas após pressão de Eduardo Braga, adicionou o nome do governador na lista de indiciados


Crédito: Divulgação

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e o ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo serão incluídos na lista de indicados da comissão. "O governador e o secretário, eles foram enquadrados e indicados pela participação deles no episódio do Amazonas, foi isso apenas", disse, durante entrevista coletiva nesta terça-feira antes do início da reunião do colegiado.

No parecer de Renan protocolado às 10h, o relator havia solicitado que Wilson Lima fosse investigado, mas não incluiu o governador na lista de indiciados, como havia sido solicitado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AL).

O relatório de Renan pede o envio do parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Procurador-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) para investigar os fatos praticados pelo governador. O mesmo pedido foi feito ao Ministério Público para apurar a conduta do ex-secretário de Saúde do Amazonas.

"Evidente, portanto, a falta de zelo e seriedade do governador Wilson Lima e do Secretário de Saúde Marcellus Campêlo com a coisa pública, comportamento esse que resultou na morte de milhares de pessoas no Estado do Amazonas", diz o relatório.

Tipificação de crimes

Renan Calheiros manteve a mesma tipificação de crimes contra o presidente Jair Bolsonaro no relatório final da CPI da Covid, protocolado na manhã desta terça, em relação à versão apresentada na semana passada.

No parecer, Bolsonaro é acusado pele prática de sete crimes comuns, três crimes contra a humanidade e dois crimes de responsabilidade. A votação do relatório está marcada para hoje.

Os senadores pretendem encaminhar o parecer na quarta-feira, 27, à Procuradoria-Geral da República, órgão responsável por investigar o presidente em caso de crimes comuns, e à Câmara, responsável por avaliar a abertura de um processo de impeachment do mandatário por crime de responsabilidade.

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