Data: 30/07/2021 15:41 / Autor: Renata Nascimento / Fonte: PMD

Uso de máscara é fundamental na prevenção contra covid-19

Mesmo com o avanço da vacinação, a população precisa estar atenta às recomendações para se proteger contra o novo coronavírus


Uso de máscara é fundamental na prevenção contra covid-19
Uso de máscara é fundamental na prevenção contra covid-19

Crédito: Mauro Pedroso

Nesta semana, Diadema chegou à marca de 72,4% da população residente adulta (acima de 18 anos) do município com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e 22,4% da população residente adulta (acima de 18 anos) imunizada, ou seja, com esquema vacinal completo – 1ª e 2ªs doses ou dose única realizada.

Mesmo com o avanço da vacinação, a população precisa estar atenta às medidas de proteção contra a doença, entre elas o uso adequado da máscara, higienizar sempre as mãos e manter o distanciamento social, já que o número de casos continua alto e começaram a aparecer novas variantes do vírus no Estado de São Paulo.

Desde fevereiro de 2020, quando foi confirmado primeiro caso de covid—19 no país, a máscara de proteção tornou-se item obrigatório nos espaços sociais, já que ela atua como barreira física para evitar que gotículas sejam liberadas no ar ao tossir, espirrar ou mesmo falar, minimizando os riscos de transmissão do vírus. Entretanto, muitas pessoas ainda a utilizam de forma errônea ou possuem dúvidas quanto aos cuidados dispensados a ela. Por isso, a Prefeitura de Diadema esclarece alguns pontos para que a população possa se proteger de forma correta.

“Mesmo aqueles que já foram imunizados com as duas doses da vacina, ou receberam a dose única, precisam continuar usando a máscara, pois continuam sendo agentes transmissores do vírus. Para sua eficácia, a máscara deve cobrir completamente nariz, boca e queixo e deve estar bem ajustada ao rosto, sem folgas, limpas e secas, tendo em vista que as máscaras úmidas e sujas perdem sua eficácia”, explicou Franciele Finfa da Silva, coordenadora da Vigilância à Saúde.

A troca da máscara, tanto a de tecido como a cirúrgica, é recomendada a cada duas horas. Sempre retirar a máscara pelas alças ou elásticos e evitar tocar na parte da frente, já que a máscara pode estar contaminada. Higiene as mãos antes e depois de fazer a remoção. Outro cuidado é no momento do descarte, colocá-la em um saco plástico ou de papel e depositar em lixeira com tampa.

Especificamente em relação às máscaras PFF2 e KN95, se em perfeito estado de conservação, e uso fora de ambiente hospitalar, podem ser reutilizadas por um período maior, respeitando a orientação de cada fabricante. Elas não podem ser lavadas e não é recomendado passar álcool ou produto químico. Para reutilizá-las - não usar em dias sequenciais -, é preciso deixá-las penduradas em local arejado (cabides, ganchos ou varais) por um período de três a cinco dias, e somente depois deste período é possível usar novamente. Caso faça um rodízio entre as máscaras, elas podem ficar penduradas pelos elásticos ou guardadas em envelopes de papel, desde que não sejam embaladas hermeticamente.

Outro ponto importante a ser observado é que as máscaras PFF2 e a máscara cirúrgica precisam ter registro na Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.  Conheça as diferenças entre os tipos de máscaras mais utilizadas:

PFF2 (peça facial filtrante). É uma máscara descartável capaz de filtrar partículas muito pequenas, com 98% de eficiência de filtragem e a melhor opção para evitar o contágio. É preciso conferir o ajuste correto ao rosto e deixá-la descansando alguns dias antes de reutilizá-la, verificando o estado dos elásticos e se há algum rasgo. O ideal é usar a sem válvula, pois a máscara com válvula NÃO é recomendada pela Anvisa, já que possui saída de ar. Assim, se a pessoa que utiliza estiver com covid, pode expelir partículas com o vírus, ainda que em pequena quantidade, e infectar outras pessoas. As máscaras N95 e KN95 são semelhantes à PFF2.

Máscara cirúrgica. São eficientes na filtragem, pois existem várias camadas de não tecido ou TNT. Tem eficácia de 87% a 91% de filtragem, conforme a quantidade de camadas. Entretanto, podem deixar folga no rosto e prejudicar a vedação. O ideal é usar as que têm clips nasal (arame para aderência no nariz) e combiná-las com uma máscara de pano, o que aumenta sua eficácia para 96%.

Máscara de pano ou caseira. Utilizada de modo correto (cobrindo sempre boca, nariz e queixo) e com duas camadas de tecido, também filtra e garante que não exista saída de gotículas através da respiração. Pode ser combinada com o uso de máscara cirúrgica para aumentar sua eficácia.

Face shield. Se usado sozinho não protege contra o coronavírus nem tem eficácia, pois não impede que as partículas cheguem até as vias aéreas. Mas, combinado com o uso de máscara, é eficaz já que as gotículas de saliva podem atingir os olhos, que são porta de entrada para o vírus. Pessoas que estão mais em contato com público, como aqueles que trabalham com comércio, podem usar para garantir mais proteção.

O cuidado também é importante no momento da lavagem da máscara de tecido. O item deve ser lavado separadamente das demais peças. A primeira etapa é deixá-la de molho com uma pequena quantidade de água sanitária (500 ml de água para 10 ml de água sanitária) por 20 a 30 minutos e depois lavá-la com água e sabão, enxaguando em água corrente. Após a secagem, guardar a máscara em recipiente específico para ela.

“Apesar do avanço da vacinação e da queda no número de casos, óbitos e internações por covid-19, ainda não é hora de descuidar. O vírus continua circulando e há registro de novas variantes circulando no estado. Por isso se faz necessário que as pessoas respeitem os protocolos sanitários vigentes e continuem tomando todos os cuidados de prevenção, como fazer o uso correto da máscara, manter o distanciamento mínimo recomendado, não aglomerar e manter as mãos higienizadas. Respeitando a ciência e compartilhando esse esforço coletivo, vamos vencer essa pandemia”, afirma a secretária municipal da Saúde, Dra. Rejane Calixto

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