Data: 26/08/2021 14:20 / Autor: Redação / Fonte: Assessoria

Projeto de Lei quer mudar política de reaproveitamento de lixo em São Caetano

Proposta de Matheus Gianello quer gerar emprego e renda a partir dos resíduos produzidos na cidade


Proposta de Matheus Gianello quer gerar emprego e renda a partir dos resíduos produzidos na cidade
Proposta de Matheus Gianello quer gerar emprego e renda a partir dos resíduos produzidos na cidade

Crédito: Acervo pessoal

Poucos sabem, mas os restos de alimentos correspondem a mais da metade dos resíduos coletados no país. A decomposição desse material gera, por ano, a mesma quantidade de gases de efeito estufa produzida por sete milhões de carros. Em outras palavras, o Brasil, todos os anos, produz quase 37 milhões de toneladas de lixo orgânico e apenas 1% é reaproveitado, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.

Como não há o devido tratamento desse lixo orgânico, ele vai parar nos aterros sanitários, gerando, através da sua decomposição, gás metano que é uma substância nociva à atmosfera, ao solo e lençóis freáticos.

Um Projeto de Lei de autoria do Vereador Matheus Gianello (PL), em São Caetano do Sul, visa mudar essa realidade através de um dos processos mais tradicionais de recuperação desse material desperdiçado: a compostagem.

Através de processos biológicos, os restos de matéria orgânica é reaproveitado e ganha potencial econômico para a produção de adubos, fertilizantes naturais e até mesmo energia.

“Este é um Projeto de Lei muito importante para a cidade. Além de um ambiente mais saudável, podemos aproveitar um potencial econômico que, até então, é desprezado. Através do reaproveitamento dos resíduos orgânicos, podemos fortalecer iniciativas comunitárias, cooperativas de catadores e promover uma reeducação dos nossos hábitos em relação ao desperdício”, explica o Vereador Matheus Gianello, propositor do Projeto de Lei.

O Estado de São Paulo e diversos municípios no Brasil estão regulamentando a prática da compostagem, devido à amplitude de benefícios que ela traz, tais como reduzir, expressivamente, o volume total de lixo produzido por residências e empresas, aliviando a demanda por aterros sanitários. Atualmente, a cidade de São Paulo, através da compostagem já deixa de enviar mais de 15 mil toneladas por ano aos aterros.

Ainda, o reaproveitamento da matéria orgânica tem sido fundamental para a produção de renda às pessoas envolvidas nas atividades relacionadas à compostagem. “Com a compostagem, fazemos com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil. Além disso, pode ser um importante instrumento de geração de renda para diversas famílias em nossa cidade”, completa Gianello.

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